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Campanha de Carnaval - Índio não é personagem, é gente!

Campanha de Carnaval - Índio não é personagem, é gente!
Em 24/02/2020

  A campanha de Carnaval do Atitude Social Já é voltada para a situação opressora dos indígenas do Brasil. São dezenas de vendedores ambulantes nas avenidas vendendo o cocar, adereço tipicamente característico da cultura indigenista. O que indagamos é se esses vendedores e os foliões que compram em suas mãos o cocar, refletem sobre a atual situação do índio.
Em 2019, sete lideranças indígenas foram assassinadas friamente, enquanto tentavam proteger suas terras e seu povo da ganância capitalista, da política neoliberal. Será que os foliões, as foliãs que se vestem de índio, índia refletem sobre o que vem ocorrendo nas comunidades indígenas, refletem sobre a opressão que vem sendo imposta, pela atual política, a estes povos?                  
Ressaltamos na campanha essa reflexão, enfatizando que o índio não é um personagem folclórico que tem que servir de fantasia nas avenidas carnavalescas.Índio é real, é gente e trata-se de um povo que pertence a uma realidade de lutas e resistência, que não vive em paz, pois são invadidos pela civilização que insiste em vê-los como selvagens. O modo de vida, já bastante aculturado, dos povos indígenas já não permite que eles vivam da maneira original que viviam, o próprio processo de aculturação já os insere em processos de convivência que os distancia das suas liturgias e crenças. As lideranças indígenas que tentam preservar essa cultura são assassinadas, são violentadas pelos defensores do capitalismo, da civilização.
Conheça as sete lideranças indígenas assassinadas no ano de 2019*.

1.Cacique Francisco de Souza Pereira
Morto no de 27 de fevereiro de 2019, aos 53 anos de idade, na  comunidade Urukia, zona norte de Manaus. Homens encapuzados invadiram a casa e atiraram no cacique.

2. Cacique Williames Machado Alencar
Morto aos 42 anos, em conflito na comunidade Cemitério dos Índios, em Manaus, no dia 13 de julho de 2019.

3. Emyra Waiãpi
Morto aos 69 anos num conflito nas terras Waiãpi/Aldeia Maryry, em Pedra Branca do Amapari (AP), no dia 22 de julho durante invasão de garimpeiros.

4. Carlos Alberto Oliveira de Souza (Mackpak)
Morto aos 44 anos, na comunidade Cemitério dos Índios

5. Paulo Paulino Guajajara
Morto aos 26 anos, nas terras indígenas de Araribóia, no estado do Maranhão. Fazia parte do grupo "Guardiões da Floresta", que tem como objetivo, proteger a natureza.
O assassinato ocorreu durante uma invasão de madeireiros nas terras indígenas, no dia 1 de novembro.

6.Cacique Firmino Prexede Guajajara
Morto aos 45 anos, em 7  de dezembro.

7. Raimundo Benício Gajajara
Morto aos 38 anos, na terra de Jenipapo dos Vieiras, em 7 de dezembro.


Nossa homenagem a estes guardiões da floresta e da natureza!

* Dados da CPT- Comissão Pastoral da Terra

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