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O racismo num país negro

O racismo num país negro Foto do UOL
Em 20/11/2020

Manchete dos principais jornais do país, a morte de João Alberto Silveira, de 40 anos, por espancamento na noite do dia 19 de novembro, reafirma o racismo tão enraizado no Brasil. Um Brasil que teve a imagem vendida por muitos anos como o país habitado por uma democracia racial, democracia que, na verdade,  nunca esteve presente nas ruas, becos, esquinas e avenidas brasileiras.
A imagem do país democraticamente racial, é cada vez mais denunciada por pretas e pretos que conquistam os lugares na academia, nas editoras, na política. Chegando aos locais antes ocupados somente por brancos, mulheres negras e homens negros utilizam-se do conhecimento para denunciarem as agressões verbais, os assassinatos, o genocídio que foram e são vítimas num país que deveria respeitar a matriz africana que contribuiu profundamente para a sua formação identitária.
Ficamos tristes diante das cenas de racismo, desse ato ignóbil que se traduz como a maior pequenez que a humanidade carrega. Tirar a vida de uma pessoa simplesmente pela cor da sua pele, é algo ilógico e repugnante. Episódios racistas, mortes de pessoas negras não podem continuar acontecendo, não podem ser admitidos, precisam ser denunciados, os agentes desses atos devem ser punidos pela justiça. A justiça deve, tem a obrigação de agir sobre os crimes de racismo, até que nenhum negro seja morto pela cor da sua pele num país em que mais da metade da população é negra.